Eu Li: A Música Que Mudou Minha Vida

segunda-feira, abril 07, 2014


A vida de Audrey não tem sido a mesma desde aquela música começou a tocar no rádio. Mas que música? É que ela namorou Evan por 11 meses, e o carinha é vocalista da banda Do-Gooders (que nome esquisito!), então no dia em que Audrey toma a decisão de terminar com ele - já que a relação de ambos estava indo pelas cucuias - ele tem a excelente ideia de escrever uma música sobre o término. Coisa que é totalmente Taylor Swift por falar nisso...

O que qualquer garota menos quer nessa vida é que um cara escreva uma música sobre qualquer coisa, muito menos uma relação rompida e que isso aconteça aos 17 anos; porém Audrey é uma sobrevivente e eu A AMO por isso. De verdade! Ela é o que toda protagonista deve ser: divertida, sarcástica, com bom senso de humor, realista, tem um quarto maravilhoso. E algumas outras características que a fazem única: inteligente, não é organizada, tem o melhor emprego do mundo e nunca será uma garota normal. Amém por isso! Tem aqueles tipos de imperfeições que faz o leitor se identificar e não se irritar ou ficar com raiva como tem sido frequente em alguns livros. Infelizmente. Ou felizmente, não sei. Depende do seu ponto de vista.
Quote: "Se quiserem saber realmente algo sobre mim, têm que saber isso: eu gosto da minha música alta. Quero dizer muito alta. Não estou falando do tipo de alta em que os seus pais batem na porta do seu quarto e pedem para você abaixar. Por favor. Isso é coisa de amador. Quando digo alta, quero dizer alta você-não-consegue-ouvir-seus-pais-batendo-e-os-vizinhos-estão-botando-uma-placa-de-VENDESE-na-frente-de-casa-e-se-mudando-pra-outro-quarteirão-porque-não-conseguem-mais-aguentar-o-barulho-constante. Tem que aumentar o volume até o peito tremer e a bateria entrar por entre as costela como a batida do coração e o baixo subir pela coluna e entortar o cérebro, e tudo o que você pode fazer é dançar ou girar em círculos ou gritar junto porque sabe que, não importa o que a música faça você sentir, é perfeito." (Audrey me ganhou nessa parte. Somos melhores amigas agora!)
Até agora tô tentando entender o que deu na Audrey pra ela namorar o Evan. Ohhh God, sinceramente, as pessoas conseguem fazer coisas miseráveis às vezes, e pra si própria, o que torna o erro ainda pior. Putz, se tem uma pessoa que eu enforcaria, É ELE! O egocentrismo e a obsessão pelo sucesso dessa pessoa vai até os céus e além, o que me irritou profundamente por que ODEIO pessoas assim. Acha mesmo que eu namoraria um cara que só sabe falar de guitarra e música. Ok, música é ótimo, mas só isso ninguém aguenta né.
Quote: "Evan assentiu e abraçou a guitarra mais apertado e tenho que admitir que, nos 11 meses que ficamos juntos, aquela guitarra provavelmente foi mais agarrada do que eu..."
Eu tive uma síncope de ciumes por causa da Victoria. Que melhor amiga mais show! Acho que vou falar dela pelo resto da minha vida... é um modelo perfeito pra mim. Não só a loucura mas também por ela ser divertida, incrível, corajosa, protetora e a  lealdade que dispensa à Audrey. O mundo acaba e elas estão juntas, mesmo que ela tenha que levar o namorado - Jonah - a tira colo (ambos são uma fofura juntos!

Só tenho uma coisa ruim pra dizer sobre esse livro: quando tem uma frase que te afeta diretamente e você torce o nariz. E nesse tinha esse quote, onde as loucas Victoria e Audrey estavam falando do James:
"- Ele tem uma boa ética de trabalho e é gatinho.
- Alô, eu não tenho 30 anos. Ainda não quero uma boa ética de trabalho. Só quero alguém que consiga formar frases completas."
E tipo, só tem uma parte errada nessa frase, a parte que fala de 30 anos, porque eu tenho quase isso. É horrível! Mas mesmo assim eu não estou procurando e não procuraria alguém que tenha uma 'boa ética', putz, isso é a coisa mais chata que existe, imagina um cara analisando suas ações. Socorro né! Então, eu não curto muito quando num YA - estilo literário que eu amo tanto - tem frases assim. Não só porque a frase quase se aplica a mim, mas porque nem todo mundo que tem 30 anos é velho. Mas mesmo que Audrey tenha apenas 17 anos, ela não o terá pra sempre, e creio que ela não seria assim como a Victoria descreveu.

E agora vamos ao James. Aiai James, lindinho. A pessoa que me surpreendeu e desconcertou, e que me deixou em um estágio avançado de paixonite aguda. De primeira ele não passa a impressão perfeita mas é 100% gatinho e fofo. É aquele tipo de pessoa que gosta de passar despercebido e é isso que o torna mais especial.

Meus parabéns para Robin Benway porque ela é demais e detalhista ao extremo. Que mais autoras sejam assim, escrevendo livros divertidos pois estou precisando. Chega de tanto dramalhão e personagens que estão longe da realidade.

Coisas que amei nesse livro:
1) quotes incríveis;
2) é importante que você saiba que não existe lugar perfeito para beijar o cara perfeito;
3) perceber que eu já fiz algo tão louco é recompensável, porque ALÔÔÔÔ, EU TÔ VIVENDO!;
4) quero continuar vivendo no 220v, é muito bom;
5) não sou louca por ser obcecada por música, o que me deixa em paz porque quando eu ficar surda ou velha todas estarão dentro de mim;
6) entendi porque existe tantas bandas ruins por aí.

Outros quotes (porque o livro não era meu e tinha que devolver:
"Tinha esse trabalho idiota de espanhol e ainda não havia feito nada porque minha melhro matéria é Introdução à Procrastinação, mas tudo o que eu queria fazer era ouvir o Cd compilado [...]"
"Já estava sentindo um frio na barriga e minhas mãos ficaram frias e agarrei o braço de Victoria e fiz uma dancinha com ela.
- Nós vamos ao Sho-ow! Nós vamos ao sho-ow! - cantamos juntas no estacionamente enquanto Jonah só olhava para nós como se fôssemos desconhecidas. Azar o dele, nós duas estávamos drogradas de açúcar, batatas fritas e adrenalina."
"Os Lolitas, no entanto, eram incríveis [...] e além disso, não fazia mal a banda ser gostosa pra cacete. Quer dizer, eu já curtia a música e tudo o mais, muito tempo antes de saber como eram, mas eles botaram uma foto no encarte do CD e, quando Victoria e eu vimos, ficamos as duas tipo "Ora, oláááá". Fora que eles eram ingleses e eu babo por gatinhos com guitarras, como vocês devem ter notado, mas acrescente um sotaque londrino e vendo alegremente minha alma sem pensar duas vezes."

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