Eu Vi: A Jovem Rainha Vitória

quarta-feira, maio 04, 2011

Ficha Técnica

Diretor: Jean-Marc Vallée
Elenco: Emily Blunt, Rupert Friends, Paul Bettany, Miranda Richardson, Jim Broadbent, Thomas Kretschmann, Mark Strong, Jesper Christensen, Harriet Walter, Jeanette Hain, Julian Glover, Michael Maloney, Michiel Huisman, Genevieve O'Reilly, Rachael Stirling.
Produção: Martin Scorsese, Graham King, Tim Headington, Sarah Ferguson
Roteiro: Julian Fellowes
Fotografia: Hagen Bogdanski
Trilha Sonora: Ilan Eshkeri
Duração: 105 min.
Ano: 2009
 
"Dominada por sua mãe possessiva (Miranda Richardson) desde criança, a jovem Vitória (Emily Blunt) se recusa a conceder a ela a regência nos últimos dias de seu tio, William IV (Jim Broadbent). O maior interessado em que isto ocorra é John Conroy (Mark Strong), companheiro da mãe de Vitória, que sabe que perderá poder e prestígio tão logo ela alcance a maioridade e assuma a coroa inglesa. Pouco antes de ser coroada, Vitória se aproxima de Albert (Rupert Friend), príncipe da Bélgica, que se afeiçoa a ela. Após ser coroada ela passa a ser cortejada pelo lorde Melbourne (Paul Bettany), primeiro ministro da época. Dividida entre Melbourne e Albert, Vitória se vê diante de uma crise institucional devido à sua interferência nos assuntos políticos do país."

Vou ser mais uma vez repetitiva e dizer que eu adoro filmes de época!!! E a Jovem Rainha Vitória não foi diferente, é um belo filme, que traz uma linda história de amor sob os bastidores políticos da corte britânica.

Alexandrina Vitória Regina é a última de sua linhagem real, mas a vida da moça não era um verdadeiro conto de fadas. Segundo as rígidas "Regras Kensington", que tinham como principal objetivo cuidar da sucessão do trono, impediam que essa jovem desde criança não dormisse sozinha, descesse escadas desacompanhada ou mesmo deixasse seu palácio com frequência.

Sua mãe - que na verdade destava mais para madrasta, diga-se de passagem - a protege da corte do rei William IV, em parte pelos interesses de seu companheiro, John Conroy. Tal cuidado benévolo esconde um interesse maior: que Vitória assine a regência, o que permitirá a ambos governar a Inglaterra até que ela complete 25 anos. Só que a futura rainha está prestes a atingir a maioridade, para alegria do tio monarca. A resistência em ceder aos apelos apresenta o caráter decidido da jovem Vitória, que sabe bem o que quer para si.


Ao longo do filme, vemos que ela apenas tem 18 anos, e tem modos de menina, onde suas reações são bobas (como de uma típica jovem). Vitória quer liberdade, mas dentro de um certo limite. Além disto precisa aprender a lidar em um novo meio, onde, segundo suas próprias palavras, sente-se como "uma peça de xadrez em um jogo contra sua vontade".

E quando finalmente é coroada, aí é que os problemas começam. Lorde Melbourne, um galanteador de primeira e atual primeiro ministro logo joga seu charme. Vitória tem por ele um misto de admiração e paixão.

Já o jovem Albert,  é equilibrado e atencioso; acompanhamos o nascimento e o fortalecimento do amor existente entre os dois, nascido a partir de sutilezas e pensamentos em comum. Trata-se de um amor maduro, seguro, que, de forma anacrônica, surge quando ambos são bastante jovens. E, é claro, enfrenta complicações. São os problemas a serem lidados pelo jovem casal, e é através deles também que é possível conhecer melhor a personalidade de cada um. Vitória vê-se a adotar ideias inovadoras como a de um amor igualitário. Foi interessante reparar que esse foi um dos poucos filmes de época - e real - onde o casal de casa por amor, e não por interesse.


Gostei muito das cenas do filme, os close foram fortemente utilizados, e foi levado às telas um casal nitidamente apaixonado, visível especialmente nas cenas da lua de mel, mas também de personalidade. Atenção especial para o pedido de casamento. Emocionante!
Uma fotografia perfeita para Hagen Bogdanski com seus belos jardins palacianos, a Abadia de Westminster e os campos mostrados ao longo do filme.
Não foi à toa que Sandy Powell ganhou o Oscar de Melhor Figurinista de 2010, e é muito aclamada entre os cinéfilos e os fashionistas, e também tem no seu currículo outros Oscar, como o de Shakespeare Apaixonado, O Aviador e A Duquesa (já resenhado aqui).

Recomendadíssimo!

5 comentários:

Vida, Livros e Pensamentos disse...

aii. Eu vendo aqui esse monte de filmes de época me da vontade de assintir todos!! Esse já era um dos meus cobiçados, vou assistir na próxima vez que tiver tempo!
O filme parece ser bastante bem feito, principalmente pelo figurino que você falou *_*

Ótima resenha! VOcê tirou minhas dúvidas quanto a ver o filme. Bjuss

Luana Farias disse...

Eu até curto uma coisa de época sim, adoro os figurinos e tudo mais, mas é claro se for bem feito.

Bjs

Beli disse...

Oi, Lisse!
Não conhecia esse filme... ele parece lindo!
Adorei as fotos!
Vou procurar assistir... fico boba com o monte de filmes atuais que estão sendo produzidos a respeito de realezas... especialmente francesa e britânica. Vou ver!

bjuss

CINE_CAB disse...

Gostou !!! Eu também já vi e adorei... Estou te seguindo

Tamires Ferreira. disse...

Boa Noite.
Esse filme é realmente esplêndido.A maneira graciosa de tratar o amor é algo que torna o filme riquíssimo.É tão puro e delicado.Nossa,tornou-se meu filme preferido de época.Superou até mesmo Orgulho e Preconceito.Seu Blog é muito meigo e singelo.Pouso por aqui,minha linda flor.
Um grande Abraço!







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