Eu vi: Bright Star

sábado, outubro 16, 2010


Uma história de amor real, narrada sob o ponto de vista da jovem Fanny.


Com um elenco de tirar o fôlego, com: Abbie Cornish, Ben Whishaw, Thomas Sangster, Paul Schneider, Kerry Fox, Roger Ashton-Griffiths, Jonathan Aris e Sebastian Armesto, esse filme entrou no meu hall de filmes preferidos.
 
Há meses soube que esse filme ia ser lançado, e eu meio que surtei porque adoro filmes de época, e com Brilho de Uma Paixão, não poderia ser diferente. Mais um filme


O trailer me chamou atenção logo de cara. Muitos ingredientes tornam esse filme interessante: romance, poema, amor, amizade... e minha nova paixão costura! É mesmo, costura. Depois vocês vão saber o porquê.

O filme se passa em 1918 na Aldeia de Hampstead e conta a história verídica do grandioso escritor e poeta John Kaets. Mostra como ele era apaixonado por poesia e morreu achando que era um fracasso, sendo que suas obras se tornaram um verdadeiro sucesso e ele foi considerado o maior poeta romancista inglês, logo após sua morte na Itália em 23 de fevereiro aos 25 anos.

Fanny Brawne é nossa jovem protagonista. Seu vício é costura. Aí entra o que comentei com vocês lá emcima. Pode-se se dizer que para sua época, Fanny era uma costureira, pois fazia suas próprias roupas que eram muito avançadas para seu tempo; mas hoje com certeza seria chamada de Estilista. Adorei seus modelitos e suas invenções, ficou fantástica; mas eu sou super suspeita de falar que gostei porque gosto de todos os filmes de época que vejo e babo todas as roupas, até as mais simples. É algo encantador!

John é um poeta que não tem nenhuma renda, fora a venda do seu primeiro livro, que não está indo tão bem. E é através da poesia que conhece sua amada, Fanny, que não sabe nada de poesia. "Confesso que não acho seus poemas fáceis", diz ela. Já Keats parece estar em busca de uma musa que não apenas inspire os seus poemas, mas também os leia, compreenda e discuta. Aos poucos, Fanny é capaz de assumir essa posição.

E como vai dar à Fanny o que ela precisa: estabilidade? Só pode oferecer o seu amor e nada à mais. Keats não pode se casar com Fanny porque não tem dinheiro. Por isso, seu amor é sublimado nas cartas e poemas - que, junto com uma biografia do poeta, escrita por Andrew Motion, serviram de base para o roteiro, assinado pela diretora. A paixão entre os dois poderia explodir, não fossem as amarras das convenções sociais da época. O relacionamento entre Fanny e Keats poderia ser menos complicado não houvesse entre eles Brown (Paul Schneider, de "O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford"). Melhor amigo de Keats, ele se preocupa com a obra do poeta e teme que o outro esteja desperdiçando sua genialidade com uma paixão fadada ao fracasso. O conflito entre Fanny e Brown, que também é poeta, tem ao centro as atenções de Keats.

Fiquei pasma das pessoas acharem que os poetas eram pessoas que não tinham o que fazer, e tudo porque tinham que pensar e esperar a inspiração vir. A inspiração não é algo tão prático de se achar. Eu digo isso por experiência própria, porque eu sei muito bem o que é ler um livro e não saber por onde começar para escrever uma resenha. Tomo cada surra!! E hoje não é diferente, conheço escritores maravilhosos que demoram anos para escrever e outros que terminam uma história em poucos dias.

Tudo pode parecer muito clichê para que o vê, mas filmes de época tem muito a nos ensinar. Como ser um verdadeiro cavalheiro, como ser uma verdadeira dama, aprender como se portar, ter grandes valores (algo que algumas pessoas perderam totalmente hoje!), viver uma grande paixão.

Depois desse filme vou levar mais à sério a poesia, apesar dela me enervar em alguns momentos, e eu não enteder nada em outros; mas prometo dar uma nova chance pois os poetas são verdadeiros escritores com nobres sentimentos.

"Bright Star" que é o nome de um dos mais famosos poemas de John Keats, e esse filme também faz muito bem aos olhos com a maravilhosa fotografia de Greig Fraser. Dê só uma olhada, minha cena preferida:




Durante os créditos finais, enquanto são recitados alguns dos versos mais famosos do poeta, é lindo ver como Fanny realmente não se importou com sua própria vida, com o futuro que poderia ter se não o tivesse conhecido, me levou às lágrimas.


História de John Keats

John Keats (Londres, 31 de outubro de 1795 - Roma, 23 de fevereiro de 1821) foi um poeta inglês. Filho de um cavalariço enriquecido, órfão a partir de 1804, muito jovem entusiasmou-se pela Grécia Antiga. Trabalhou como aprendiz de cirurgião durante cinco anos e depois foi nomeado externo do Guy's Hospital. Keats estudou para ser farmacêutico, chegando mesmo a se formar. Porém, seu interesse por idiomas (dominava o latim e o francês), por história e mitologia o levou a exercer a literatura.

O trabalho de Keats raramente foi bem recebido pelo público e pela crítica. Indiferente a isso, ele escreveu com abundância e qualidade, por toda a sua curta vida. Entre 1818 e 1819, concentrou-se em dois poemas importantes: Hyperion (inacabado), em versos brancos, sob a influência de John Milton, e La Belle Dame Sans Merci.

Dedicava todo tempo livre à leitura. Seus primeiros versos não mostravam o grande poeta que se tornaria mas, mesmo contra o conselho de amigos, publicou seus Poemas em 1817. Abandonou a carreira médica para dedicar-se à literatura e começou a escrever o longo poema Endymion em 1818, que foi violentamente criticado. Tais críticas, no entanto, apenas estimularam o poeta a aprimorar seu talento.

No ano em que se publica Endymion, Keats encontrou Fanny Brawne, a grande paixão de sua vida. Teve que separar-se dela em 1820, devido à tuberculose que ele havia contraído. Foi para a Itália, onde morreu poucos meses depois. Sobre seu túmulo, no Cemitério Protestante de Roma, foi esculpida a inscrição que ele mesmo redigira: Here lies one whose name was writ in water (Aqui descansa um homem cujo nome está escrito sobre a água). Em sua memória, Shelley escreveu o célebre poema Adonais.

Um trecho de Endimião:

O que é belo há de ser eternamente
Uma alegria, e há de seguir presente.
Não morre; onde quer que a vida breve
Nos leve, há de nos dar um sono leve,
Cheio de sonhos e de calmo alento.
Assim, cabe tecer cada momento
Nessa grinalda que nos entretece
À terra, apesar da pouca messe
De nobres naturezas, das agruras,
Das nossas tristes aflições escuras,
Das duras dores. Sim, ainda que rara,
Alguma forma de beleza aclara
As névoas da alma. O sol e a lua estão
Luzindo e há sempre uma árvore onde vão
Sombrear-se as ovelhas; cravos, cachos
De uvas num mundo verde; riachos
Que refrescam, e o bálsamo da aragem
Que ameniza o calor; musgo, folhagem,
Campos, aromas, flores, grãos, sementes,
E a grandeza do fim que aos imponentes
Mortos pensamos recobrir de glória,
E os contos encantados na memória:
Fonte sem fim dessa imortal bebida
Que vem do céus e alenta a nossa vida.

Poucos poetas escreveram obras tão importantes em tão pouco tempo como Keats. Em 1820 foram publicados Lamia, Isabelle, A vigília de Saint Agnes, Hyperion e cinco Odes. Os erros e imperfeições de seus poemas iniciais haviam desaparecido totalmente. Apesar de Keats nunca ter publicado nada em prosa, suas cartas ao irmão demonstram uma penetração crítica e filosófica verdadeiramente notáveis.

Keats, o último e maior dos poetas românticos ingleses, exerceria uma profunda influência sobre Tennyson, Robert Browning, pré-rafaelitas e outros.

Muito lindo gente! Vou adicionar o trailer abaixo para quem se interessar em ver o filme:



XOXO,

3 comentários:

CAROLINA disse...

Dica anotada.
Pelo jeito é um filme ótimo. Vou ver assim que der. XD
BjOss

Luana Farias disse...

Parece bem legal o filme. Vim aqui perguntar se vc quer fazer parceria. Me manda e-mail.

Bjs

Batalha Literária disse...

Pelo jeito, esse filme parece ser muito bom. Mesmo eu não gostando muito de filme meloso, fica ai uma dica para ser vista.

Obrigada pelo carinho de sempre vsitar o Blog, sempre que eu consigo tempo passo para retruibui todos os comentarios recebidos.
E como hoje é super especial, parabens por ganhar o Livro!!
É a prova de que, quem participa ganha!

Beijinhos







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