Eu Li: Estilhaça-me

quinta-feira, março 28, 2013


Depois de tantas críticas ruins que li, foi uma grata surpresa amar muito esse livro.
Toda a leitura foi visceral, agonizante, alegre, triste, empolgante, e depois triste novamente; um misto de emoções tão numerosas que me senti tonta.

Uma protagonista/narradora que lhe transporta pra dentro do cérebro dela. Sua condição de enclausuramento por 264 dias em um espaço de 1, 48m² é dificultosa. É como se o leitor estivesse lendo o diário de seus pensamentos mais simples e intímos, da forma mais comovente que existe.

"Não me lembro de como era antes. A única existência que conheço agora é aquela que me foi dada. Um eco do que costumava ser."

Sem pais, sem amigos e sem qualquer vínculo social há anos. Porém, seus dias de solidão por causa do monstro que é (ou acha que é!) estão com os dias contados. Adam é a figura mais forte de um laço afetivo que Juliette está vivendo. Isso é lindo! Era como se eu derretesse junto com ela por causa das coisas lindas que ele falava/fazia por/para ela.

"O calor de um abraço amigo, a força das mãos firmes unindo todos os meus estilhaços, o alívo e libertação de tantos anos de solidão. Este presente que ele me deu eu não posso retribuir."
"Passei minha vida dobrada entre páginas de livros. Na ausência de relacionamentos humanos, criei laços com as personagens de papel. Vivi amor e perda por meio de histórias enredadas na história; experimentei a adolescência por associação."

Juliette tem um dom/maldição que a impede de ser uma pessoa que convive normalmente com outras pessoas, mas isso não é uma barreira para o Restabelecimento - a forma de Governo existente - que se tornou muito clara pra mim, apesar de ainda ter ficado muitas perguntas soltas no ar. Ouvi tanto borburinho por causa dessa falta de explicação mas isso não me impediu ou incomodou nem um pouco. Reparei que alguns querem muitas informações mas não fazem bom uso das que possuem. Toda a distopia foi muito óbvia do que poderá acontecer no nosso futuro, levando em conta que a humanidade e o Governo estão indo de mal à pior.

Achei tudo que a Mafi colocou nesse primeiro volume da Trilogia muito bom e satisfatório. Creio que nos próximos volumes haverá maiores esclarecimentos.

O livro foi muito bem dividido entre o mundo da protagonista e a união que há entre ela e Adam, e logo em seguida o mundo dele com mais personagens tornando a leitura mais fluida e menos tensa. Chegando até a ser engraçada (que fica por conta do James e o Kenji).

O debut da Taheref Mafi foi incrível. Fiquei abismada com a forma intensa e diferenciada de sua escrita. A maneira como caracterizou bem os personagens e deu uma vida colorida ao livro, que me fez desejar intensamente "Liberta-me", que já está vindo por aí  \o/ #happy

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