Eu Li: Alguém Para Amar

quinta-feira, janeiro 19, 2012

"Uma bela condessa de dezessete anos só podia estar destinada a brilhar na requintada sociedade de Londres. Mas Elizabeth Cameron era muito diferente das jovens de sua época. Órfã, havia sido criada longe dos salões londrinos e não sabia que ligações afetivas e financeiras frequentemente se entrelaçavam, em sutis arranjos de interesses.

Não por acaso sua festa de debutante resultou num verdadeiro escândalo: era ingénua demais para suspeitar de intrigas, impulsiva e imatura em excesso para lidar com lan Thornton, um homem atraente, no entanto perigosamente hábil nos jogos sociais. Elizabeth apaixonou-se por ele à primeira vista e, da noite para o dia, viu todos os seus sonhos se desmancharem. A paixão que sentia foi transformada em pecado, seu amor tornado impossível.

Judith McNaught descreve com impressionante vigor e emoção o romance tumultuado de Elizabeth e lan, alternando sensualidade, ternura, aventura e humor. Do riso às lágrimas, impossível não compactuar com os personagens inesquecíveis de Alguém para amar, que é, sem dúvida, um irrecusável convite ao sonho."

Quando li que "Alguém Para Amar" seria um convite irrecusável à sonhar, você acha que pensei duas vezes ao começar a leitura? E decepção foi a última coisa que Judith me proporcionou.

Elizabeth Cameron teria tudo para ser uma das mais belas jovens de Londres e a mais requisitada, porém ao se tornar órfã e ser criada longe de tal atmosfera, tudo que passa a ser é uma moça ingênua e imatura, fazendo com que caia nas garras de Ian Thornton, um homem atraente e hábil nos jogos de azar.

Como nada é por acaso, o baile de debutantes termina de modo trágico: com Elizabeth envolvida num escândalo e sendo transformada numa pária pela sociedade (hipócrita).

Quando Elizabeth apaixona-se perdidamente à 1° vista por Ian e passa a admirá-lo e defendê-lo em nenhum momento a considerei imatura, muito pelo contrário, vi muita determinação em seus pensamentos e palavras. Ou seja, eu faria exatamente igual! Sou sempre do contra e toma sempre o lado da mocinha... hehe

" - Uma inglesa bem-criada não sente nada mais forte do que afeição - argumentou, citando uma das frases de Lucinda. Nós nuncanos apaixonamos.
Os lábios quentes de Ian tocaram os dela.
- Eu sou escocês - ele murmurou. - Nós nos apaixonamos.
- Um escocês! - ofegou ela quando ele afastou os lábios. Ele rui, diante da expressão apavorada.
- Eu disse "escocês", não "assassino".

Depois que a Srta Cameron é rejeitada por toda sociedade, entra em ação seu tio - Julius Cameron, o ser mais desprezível desse livros - que tem como intento dá-la ao primeiro que aparecer, não se importando com os sentimentos e opinião da jovem. Tomando como determinação, tomar as rédeas da sua vida, Elizabeth vai atrás do que quer da forma mais engraçada possível (se controla Lisse, sem spoilers!)

E num maravilhoso golpe do destino e com a ajudinha de sua dama de companhia, a super engraçada e divina Lucinda (que é uma das personagens mais engraçadas do livros e que merece um destaque da minha parte), Elizabeth vai cair de paraquedas na casa daquele que a pôs em "maus lençois".

" - Não viemos aqui para caminhar - Ian retrucou.
A sensação de segurança de Elizabeth começou a se desintegrar.
- Não?
- Você sabe que não.
- Então... por que estamos aqui?
- Porque queríamos estar juntos, e a sós.
Horrorizada pela ideia de que, de alguma forma, ele adivinhara os pensamentos que haviam lhe cruzado a mente durante o jantar, ela disse, hesitante:
- Porque pensa que eu queria estar sozinha com você? Ele virou a cabeça, fitando-a com intensidade.
- Venha até aqui e eu lhe mostro por quê."
'Assistir' Ian se re-apaixonando (essa palavra existe? enfim...) foi uma das melhores sensações que um personagem já me proporcionou. E digno de nota, que ele faz de um tudo para se redimir do que fez e conquistar sua total confiança. Nada são flores, como achamos nos contos de fadas, algo surge para tirar a paz do casal... não vou falar nada não, sou vou deixar aqui meu quote preferido e encerrar essa resenha.

" - Escute-me com atenção, meu querido, pois vou lher dar um aviso bem claro de que não permitirei que faça isso conosco. Você me deu seu amor, e eu não vou deixar que o tome de volta. Por mais que você tente, mais força eu terei para lutar. Vou assombrar seus sonhos à noite, exatamente como você fez com os meus, em todas as noites em que ficamos separados. Vai permanecer longas horas acordado, desejando-me ao seu lado, e sabendo que eu também estarei ansiando por você. E quando não puder mais suportar... então voltará para mim, e eu estarei à sua espera. Vou chorar em seus braços e lhe dizer o quanto lamento todo o mal que lhe causei, e você me ajudará a encontrar uma maneira de perdoar a mim mesma..."
(e esse dialógo continua e só melhora...)
 "Alguém Para Amar" é sensacional! Recomendo demais a leitura!

1 comentários:

Lariane disse...

Eu AMO esse livro. A cena em que ela volta e fala que não o deixará chutá-la de sua vida é LINDA. Sei quase de cor de tantas vezes que li ;)

Adorei a resenha..


Beijo,
Lariane - Leituras & Devaneios







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