Eu Li: Antony, por Bethany-Kris (Série Filthy Marcellos - Livro 0.5)



Preciso confessar que comecei esse livro nenhum pouco empolgada. Achei que seria outro livro de máfia que nunca conseguiria superar minha série favorita da A. Zavarelli. Mas foi muito bom, apesar de ter formas bem diferentes. Não que isso seja ruim...




Antony é da linhagem de uma família italiana que tem como tratos familiares e de negócios, envolvidos com a máfia. Ele não faz parte da máfia, mas é a Máfia, na sua melhor forma. Ele é aquele que começa como qualquer um - do nada - e vai alçando voo conforme vai crescendo e desenvolvendo. Seu maior atributo na máfia é como executor. Perdeu a mãe muito jovem e viu o pai se afogar por esquecimento com a dor de perder a esposa, e isso calou fundo em Antony.

O fato de os homens na família dele amarem suas esposas profundamente foi o primeiro aspecto nesse livro que me fez amá-lo com todas minhas forças. Já estou muito cansada de livros repetitivos com homens infiéis e que gostam de dar desculpas por seus atos estúpidos. Mas Antony ainda não encontrou sua amada, por enquanto seus dias são preenchidos com a amizade de Paulie e John, seus braços direito e esquerdo e as melhores pessoas que já encontrei num livro.

As primeiras 40 páginas é basicamente sobre o leitor conhecer como La Famiglia e Cosa Nostra funciona, os membros que a compõem e como isso é levado à sério. Após isso, a leitura toma um rumo totalmente diferente. Antony encontra o amor e a leitura se torna romântica e fácil de se apaixonar como nunca vi antes.

"— Cleópatra e Marco António. Minha mãe era uma romântica. Eu tive sorte de não acabar sendo chamado de Romeo. Ela tinha uma coisa para casais que davam tudo em nome do amor."

Cecelia é a filha mais velha do Chefe que não deveria ser a primeira a casar. A primeira deveria ser Kate, a irmã difícil e que coloca a família nas piores situações. Realmente odiei a Kate, mas com certeza ficaria esperando um livro só dela para saber todos os motivos da sua atitude de merda. Enquanto isso, Cecelia é a filha perfeita e aparentemente inocente, mas que toma tantas atitudes maravilhosas nesse livro que me fez quase morrer de felicidade com sua caracterização não estereotipada. Sério, ela é a melhor!

E com o casamento com Cecelia, Antony se torna de um homem que só pensa na Máfia para um homem devoto à mulher que ama e o que quer tornar-se com ela e para ela.  Mas não pense que esse é um livro florzinha. Bethany-Kris conseguiu colocar o melhor de dois mundos juntos. Um dado momento Antony muda, mostrando como uma pessoa real nem sempre mantém a mesma personalidade o resto da vida, que precisa tropeçar, cair e se lascar para perceber o que é mais importante e dar mais valor à isso.

Cecelia é uma mulher forte que faz o ditado "por trás de um homem tem sempre uma grande mulher" ser muito real. Ela é com certeza uma mulher bem caracterizada na história e que faz Antony não ser só uma pessoa melhor, mas como manter um casamento e uma família unida apesar de todas as dificuldades ao longo dos anos.

" — Você me mima.— Eu faço, porque você merece. Esposa feliz, vida feliz, você sabe."

E as últimas 50 páginas merecem um grito muito bem dado porque é um plot twist muito bem feito e eu fiquei com o coração partido e torcendo para que Antony fizesse algo a respeito, porque com certeza ele seria o tipo de homem que faria isso. E mais uma vez o amor que Antony sente pelos seus fica muito evidente.

"O olhar de Cecelia esvoaçava sobre a feição de pedra de Antony. A dor brilhou em seus olhos. Lágrimas brotaram, ameaçando cair. Foi seu único arrependimento. Machucar Cecelia era um fardo difícil de carregar."

A todo o momento olhava sobre como seriam os próximos livros e por quem seriam protagonizados. E fiquei muito feliz pela escolha da autora, que não foi nada simplória, e acho que ela fará algo muito bom nos próximos volumes da série. Esse já deixou um ótimo gancho no final e já estou empolgada pelos outros.


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