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What Happened To Goodbye - Sarah Dessen

Há exatos 8 meses e 27 dias eu com a ajuda de outras 5 leitoras colocamos no ar a "Campanha Sarah Dessen", que tinha por objetivo trazer os livros da grande autora americana para o Brasil.
É com o maior orgulho que mês que vem já vai sair o segundo exemplar dela aqui no Brasil. \o/

Mas faltou um livro para ser resenhado na campanha, o super lançamento internacional de What Happened to Goodbye. E ela voltou gente para a nossa alegria... seja bem-vinda novamente Dayse D.

Gente, e What Happened to Goodbye lançou em Maio e SÓ AGORA EU VIM FAZER RESENHA. Quer dizer, vocês têm todo o direito de me odiar pra sempre. Mas, como dizem os procrastinadores profissionais: ANTES TARDE DO QUE NUNCA.


OK, vocês estão prontos? Porque vai ser um post cheio de emoções e coisas pessoais. Eu sei que isso tecnicamente não é PROFISSIONAL, mas é assim que vocês me amam, certo?

OK, se vocês lembram das minhas outras resenhas (principalmente a de Along For The Ride, que vai ser lançado aqui pela Editora iD, olha como a capa é linda) eu tinha uma grande obsessão por um personagem chamado Jason (que aparece primeiro em The Truth About Forever). Logo depois de ter lido Along For The Ride, eu fiquei me sentido mal pelo Jason, que sempre teve uma representação um pouco negativa nos livros, sendo que no fundo eu sabia que ele era uma boa pessoa. Então eu fui no facebook dela e deixei um recado falando dos meus sentimentos sobre o assunto (é verdade, veja aqui).

Mas enfim, desde então, em comentários do post blogs, no twitter ou no facebook, eu fiquei jogando indiretas para ela, “um final feliz para Jason”e etc. Enfim, poucas semanas antes do lançamento de What Happened to Goodbye, a Sarah deixou um recado no twitter, dizendo que ia gravar um vídeo respondendo perguntas sobre o próximo livro e outras coisas. E lógico que eu mandei a pergunta mais profunda do meu coração “O Jason vai ter um final feliz?”. Dias depois, o vídeo é lançado no site do amazon, e eu vou lá assistir, claro. NÃO É QUE ELA ME RESPONDEU? Ela disse que faz tempo que eu faço essa pergunta e decidiu levar meu pedido a sério e que acha que eu vou ficar satisfeita com o que acontece com o Jason. ACREDITA GENTE, UM PEDACINHO DE UM LIVRO MUDOU POR CAUSA DAS MINHAS PERGUNTAS IRRITANTES! (vocês podem ver o vídeo aqui, minha parte aparece 1:13. Demora um pouco pra carregar, mas vale a pena).


Mas enfim, vocês devem até imaginar o ataque de fangirl que eu dei e tudo o mais. E eu fiquei ainda mais ansiosa pra ler o bendito livro. Até que um dia EU LI!


Então, o livro é a história de Mclean Elizabeth. O pai dela era o maior fã de basquete e queria porque queria colocar o nome de um jogador na filha dele. A mãe de Mclean só aceitou com a condição de colocar um segundo nome comum, pra menina pelo menos ter opções. Tudo era bem normal pra Mclean e sua família, até que sua mãe tem um caso com outro homem (um homem que trabalha com basquete, o que torna tudo ainda pior e mais amargo), seus pais se divorciam e Mclean decide morar com seu pai.
Desde o divórcio, o pai da Mclean (que era um chef) trabalha viajando de cidade em cidade, gerenciando restaurantes que estão falindo, arrumando-os e viajando de novo. Cada vez que eles vão para uma cidade nova, Mclean usa um nome novo (variáveis de Elizabeth) e uma nova personalidade. Até que um dia eles vão pra Lakeview (também conhecido como Desseland) e acidentalmente as pessoas ficam sabendo do primeiro nome da Mclean, e ela tenta lidar com aquele velho questionamento de “quem sou eu”.


Eis o que tenho pra dizer do livro: INCRÍVEL. É um livro que pode ser altamente apreciado por qualquer pessoa, mas que realmente vai trazer um sentimento diferente para quem já é fã. MUITOS easter eggs por todo o lado (além do Jason), personagens novos lindos (vocês vão AMAR a Deb) e sei lá. É um livro muito Sarah Dessen. É um livro sobre fugas e segundas chances, mas o engraçado é que essas segundas chances estão completamente conectadas com o passado. E eu sei que parece que essa história de autoquestionamento já virou assunto batido, mas no fim das contas, isso sempre vai sempre existir, e quando você vê esse tipo de coisa sendo tratado da maneira que a Dessen trata, de forma real e palpável e próxima e cheia de sentimentos comuns, é como se o assunto nunca tivesse sido discutido antes. Como sempre, a Sarah trata sobre diferenças de personalidade e como contorna-las e aceita-las. E ela aquece o nosso coração com um pequeno romance (não só o da personagem principal, tem OUTRO romance que pra mim foi o MELHOR, mas não vou falar qual é. Não se enganem, não estou me referindo ao Jason, apesar de ele ter uma paquerinha também.)

Enfim, o que estou querendo dizer é que eu adorei o livro. Eu acho que vocês adorariam também.

Desde a última vez que estive aqui vocês leram algum livro da Sarah Dessen? Quais? Vocês gostaram? Se sim, deixem um comentário bem empolgado, pras editoras verem que Sarah Dessen faz sucesso e que vale a pena investir. E quando "A Caminho do Verão" lançar, é pra todo mundo comprar na hora, ok? OK!

Beijos e até o próximo livro da Sarah Dessen (que ela já começou a escrever!)

Dayse D.

Lançamento: A Caminho do Verão

Finalmente, depois de quase um ano, uma editora se interessou por outro livro da autora Sarah Dessen.

Pensei que a Editora Farol fosse continuar com um cascata de lançamentos da Sarah, depois que lançou Just Listen, mas me enganei. Ponho agora minhas esperanças na Editora iD, que semana passada divulgou a capa brasileira de A Caminho do Verão (Along for the Ride). Se você quiser já ter um gostinho do que será esse livro, dê uma olhadinha na resenha  desse livro aqui no blog clique aqui, pois cinco fãs loucas da Sarah (eu, Giu, Nii, Yasmin, Dayse e Bárbara) nos unimos e fizemos a "Campanha Sarah Dessen".

 Nunca li nenhum dos romances desta autora, mas vou lê-los quando tiver uma chance com certeza. O lançamento de A Caminho do Versão vai ser em setembro deste ano. A iD tentou fazer uma capa parecida com a original, mas eu acho que nem dá para comparar, a capa original é muito mais bonita, pelo menos para mim. O que vocês acharam?
Sinopse: Faz tanto tempo que Auden não dorme. Desde o divórcio de seus pais ou melhor, desde que as brigas começaram. Agora ela tem a oportunidade de passar um verão sem preocupações com seu pai e sua nova família na encantadora cidade de praia onde vivem. Um trabalho em uma boutique de roupas introduz Auden ao mundo das garotas: seus jeitos de falar, suas amizades, suas paixões. Ela havia perdido tudo isso, estando muito ocupada sendo a filha perfeita para sua mãe exigente. Então ela conhece Eli, uma intrigante solitária que se torna sua companheira de insonia, sendo sua guia para o mundo noturno da cidade. Juntas, elas embarcam em aventuras paralelas: Auden precisa experimentar a vida despreocupada na adolescência que, antes, foi negada para ela. E Eli precisa chegar a um acordo com a culpa que sente pela morte de um amigo.
Estamos aguardando Editora iD!! Ansiosamente!   \o/

What Happened To Goodbye - Sarah Dessen

Oie gente!! Como vocês estão?

Hoje infelizmente é o último domingo da Campanha Sarah Dessen... é gente, as resenhas acabaram. Mas por enquanto tá!
A Dayse trouxe uma super surpresa para quem ficou viciado na Sarah por causa da Campanha, e para aqueles que já a curtiam antes disso. Vamos ver o que é??

"Vou falar o pouco que sei do próximo livro da Sarah – “What Happened To Goodbye”:

Por causa da política da Sarah de não falar muito dos livros dela enquanto ela os escreve, eu sei pouquíssimo do próximo lançamento. Mas a capa é linda, não é?

Aqui está o resumo patético (que me deixou mais curiosa ainda) do Goodreads:

What Happened to Goodbye é sobre uma menina no último ano do Ensino Médio, que após o divórcio de seus pais já se acostumou em assumir uma nova identidade em cada cidade em que ela vive.

SIM. EU JURO PRA VOCÊS QUE SÓ FALA ISSO.

Mas, vocês têm muita sorte de ter a mim, uma pessoa que é doente em acompanhar o blog da Sarah, então eu sei mais um tantinho. Ela colocou o resumo que fica atrás do livro por lá, dá uma olhada:

Outra cidade. Outra escola. Outra Mclean. Desde o amargo divórcio de seus pais, Mclean e seu pai vêm fugindo desse infeliz passado. E Mclean virou uma profissional em se reinventar a cada movimento. Mas em Lakeview, Mclean se encontra criando raízes e fazendo amigos – em parte, graças ao Dave, a pessoa mais real que Mclean já conheceu. Dave pode estar se apaixonando por ela, mas será que ele pode ver quer ela realmente é? Será que a própria Mclean sabe?


Além disso, ela colocou pequenas dicas aleatórias, como basquete e restaurantes. E acrônimos. E AINDA O RETORNO DE ROSTOS E LUGARES QUE A GENTE VIU EM LIVROS PASSADOS!!! (estou com dedos cruzados pelo Jason que aparece em The Truth About Forever e Along For The Ride. Meu sonho é que ele encontre alguém que o entenda, coitado, e não desista dele). Esses dias ela postou o primeiro capítulo no blog dela. É só o primeiro capítulo, entao não revela muita coisa, só que a escrita dela continua linda e eu já odeio a mãe dela e acho que o tal do Dave já apareceu, se bem que não tenho certeza absoluta, porque nenhum nome foi mencionado por enquanto. Mas acho que é o Dave sim e eu já estou apaixonada.

E por enquanto é isso. O livro lança 10 de Maio e eu já comprei o meu, porque caso vocês ainda não tenham percebido, eu sou um pouco que viciada na Sarah. E se tudo acontecer como eu planejei em meu magnifico plano de dominação do mundo, logo vocês também serão.

Gente, é aqui que eu me despeço, por enquanto. Foi uma prazer escrever sobre a Sarah e conhecer a Lisse e outras meninas que comentaram ou resenharam. Fiquei muito feliz com os elogios que vocês fizeram, apesar de eu ter sérios problemas de auto-estima e só com anos de terapia que eu serei capaz de ousar em tentar acreditar neles. Mas mesmo assim, me diverti pacas, matei meu tédio e li um livro da Sarah traduzido! Acho que foi uma campanha e tanto, vocês não? Então até mais, continuem lendo e procurando autores novos para serem traduzidos. Vocês não vão se arrepender!

Beijos grandes,

Dayse D.

Vou confessar que a resenha da Dayse me deixou muito feliz e muito triste. Triste por ser a última (bem, por enquanto, só até ela ler o livro e voltar aqui para contar o que achou para agente!) e triste por que vou sentir muitas falta de todas as minhas lindas colaboradoras.

Um agradecimento muito especial à: Nii, Yasmin, Giu, Dayse e Bárbara. Muito obrigada meninas, sem vocês nada disso teria acontecido.

Along For The Ride - Sarah Dessen

Olá, pessoal! Bom dia!

Ai gente, agora vai ser uma tristeza vir aqui e dizer que está quase acabando... sniff!
E desse domingão de sol no Rio de Janeiro, vou deixar essa resenha por conta da Dayse, que está em Goiânia. Como tá o tempo aí, amiga?? É com você...

Então, gente. Cá estamos nós, com a última resenha. Pelo menos por enquanto (novo livro da Sarah em maio, oh yes!). Mas por enquanto, vamos falar de Along For The Ride.

Pra quem já está familiarizado com o jeito que a Sarah Dessen trabalha, Along For The Ride é um livro um pouco diferente. E tudo começa com o jeito que ele começou (hihi, essa frase ficou engraçada).

A Sarah não costuma lançar livros com pouco espaço de tempo entre eles. Geralmente são dois anos de um livro pro outro, exatamente por causa de todo aquele processo complicado de escrever livros que eu ela já nos contou antes. Temos Keeping The Moon e Dreamland como exceções na lista, que foram lançados apenas um ano depois do lançamento anterior.

Mas ninguém, NINGUÉM estava esperando que a Sarah voltasse a escrever tão cedo depois do lançamento de Lock & Key, porque ela tinha acabado de ter a filhinha dela. Então quando ela nos contou no blog dela que estava terminando de escrever um livro novo, todo mundo ficou em choque falando coisas do tipo “MEODEOS, NÃO ACREDITO. VOCÊ ABANDONOU SUA FILHA?!” etc etc.

Daí a Sarah escreveu um post explicando tudo. Acontece que depois que a Sasha (a filhinha linda dela) nasceu, é claro que a Sarah não teve muito tempo para dormir. E semana após semana ela começou a perceber como o mundo de madrugada é COMPLETAMENTE diferente do mundo que ela conhecia, o mundo do dia. Ela olhava pela janela e via pessoas que nunca tinha visto antes (o que é difícil pra uma cidade relativamente pequena como a dela), e ela ia mexer na internet e encontrava pessoas que ela nunca tinha encontrado antes. Foi quando ela começou a pensar em todas as pessoas que escolhem viver a vida durante a noite e dormir durante o dia e como o mundo é diferente pelos olhos deles. E desse jeito a história da Auden foi se formando.

Faz muito tempo que Auden dorme a noite. Desde o divórcio de seus pais – ou desde que as brigas começaram. Agora ela tem uma chance de passar um verão tranquilo com seu pai e sua nova família na charmosa cidade litorânea que eles vivem.


Um trabalho em uma loja de roupas apresenta a Auden um mundo de garotas: suas conversas, amizades, paixonite. Ela perdeu tudo isso, ocupada demais sendo a filha perfeita pra sua mãe exigente. Então ela conhece o Eli, um solitário intrigante que companheiro na insônia que se torna seu guia pra vida noturna da cidade. Juntos eles embarcam em missões paralelas: para Auden, ter um gosto de ter uma vida livre de adolescente que foi negada a ela até então; para Eli, achar um jeito de lidar com a culpa que sente pela morte de um amigo.

Então é. Mais um motivo pra esse livro da Sarah ser um pouco diferente dos outros é porque ele é mais tranquilo. Quer dizer, não vamos nos enganar, essa é a Sarah, então as coisas ainda são intensas, mas diferente dos outros livros, não tem um desastre esperando na esquina. É uma história comum, de uma garota que tem um verão que muda sua vida. Esse é um clichê que nunca vai ficar ridículo, porque férias têm mesmo esse poder e não tente negar. A história da Auden é uma história de amizade e solidão, de se redescobrir, tentar lidar com as mudanças na sua vida, sua família. E ir além das primeiras impressões. E erros. E claro, bicicletas.

Achei lindo a Sarah ter usado ciclistas nesse livro, porque andar de bicicleta é uma coisa tão básica que aprendemos quando crianças, e de um jeito a Auden é uma criança nesse livro, descobrindo um tipo de vida que ela nunca tinha conhecido antes. É uma graça.

E sim sim, o Eli é lindo, naquele sentido torturado de ser, que faz até meninas-machos-sem-paciência-para-melosidades como eu suspirarem. E sim, ele salva a Auden das coisas que a atormentam, mas ao mesmo tempo ela o salva dos fantasmas dele. Um relacionamento de duas vias, exatamente como deve ser. Como nosso amigo Bono diz, “we have to carry each other, carry each other, ooooh”.

Sim, eu acabei de colocar pedaço de uma música do U2 em uma resenha minha. E vocês acharam que não tinha como eu surpreender vocês ainda mais.

Mas enfim, não é meu preferido da Sarah, nem está no meu Top 5 pra falar a verdade, mas é EXCELENTE mesmo assim e vale a tradução. E se não for traduzido, vale você tentar forçar o seu inglês pra dar um lida nele. Assim como todos os outros livros da Sarah que já foram resenhados aqui. Quer dizer, se depois de todas essas semanas com todos os ótimos textos postados, você ainda não foi convencido, então você é uma causa perdida.

Ai gente, que fofo!!! Vou confessar que a capa de Along For The Ride é linda. Quando bati o olho nela pela 1° vez foi amor à primeira vista, e ficou; e devo dizer que a resenha da Dayse não me deixou decepcionada. O livro é lindinho, com um enredo fofo e envolvente.

Não se esqueçam da nossa campanha, hein!! Twittem a frase: "Quero os livros da @sarahdessen publicados no Brasil!! Eu apoio essa ideia... http://migre.me/1SQMk"

Ou então leve esse banner com você, e vamos fazer alguma editora (pode ser a Farol que fez um grande trabalho com Just Listen)





 
Ah, e não esqueçam de comentar!! Semana que vem tem mais...
 
XOXO, da Lisse

Lock & Key - Sarah Dessen

Oie pessoal, tudo bom??

Domingo é dia de Sarah Dessen aqui no Livro... Filme... Música. Estou ficando um pouquinho triste por que já está acabando!! Quem me fez cair na real foi a nossa colaboradora de hoje, a Dayse. É gente, falta só mais dois livrinhos e fim. Triste isso, muito triste...

Mas enquanto não acaba vamos aproveitar né! Como disse, hoje a Dayse tá na área, é com você! (Se quiser saber mais sobre ela, você pode clicar em qualquer uma desses links, ou em todos: Escrevendo Um Livro, Just Listen e Dreamland).

Oi gente, Dayse aqui de novo. *ouve o coro de vozes infantis dizendo “Oi Dayse!”* Ah, qual é, gente, vocês conseguem fazer melhor que isso! OOI! *ouve o coro de vozes gritando “OOOI DAAAYSE!!!”*
Ah, muito melhor. Ok, então. O livro da vez é Lock & Key. Comecemos, como sempre, com informações técnicas e oficiais.



Lock & Key (2008) é oitavo livro da Sarah Dessen e tem 422 páginas. Na época que o livro foi lançado, a Sarah fez umas 34762378 promoções dando colares com um pingente em formato de chave e cadeado. Eu não ganhei nenhum na época (*suspiro*). MAS agora tem um gift set a venda que vem com 3 livros dela mais o tal colar. Estou pensando seriamente em extorquir tal box de algum parente no Natal*, testar o quanto eles me amam. Quando a Sarah estava escrevendo o primeiro livro dela, That Summer (1996), ela morava em uma pequena casa amarela. Certa vez, ela estava passando pela vizinhança, e viu que a casa tinha desaparecido. Não ocupada por outras pessoas, não reformada, mas desaparecido. Tinha sido demolida pra dar espaço a um condomínio de mansões. Ela ficou lá na estrada, sem acreditar no que estava vendo. Então ela começou a pensar no tanto que as coisas podem mudar em tão pouco tempo. E foi isso que inspirou a história do livro. Aqui vai a sinopse oficial: Ruby está acostumada a cuidar de si mesma. Mas agora que ela está vivendo em uma nova casa com sua irmã Cora – uma irmã que ela não via há 10 anos – e seu marido Jamie, criador de um dos mais populares sites sociais da internet. Ela está estudando em uma escola particular, usando roupas novas, e pela primeira vez, sente a promessa de um futuro que inclui faculdade e sua família. Então, porque ela está tão desconfiada? E o que o Nate – o fofo e bom vizinho – está escondendo atrás de sua natureza geniosa? Quando Ruby começa a ver, tem uma grande diferença entre receber ajuda, e ser capaz de aceitá-la. E às vezes, para poder salvar a si mesmo, você tem que alcançar um outro alguém.

Hmm. Intenso, né?


Tá bom, então eu tenho uma confissão a fazer. No fandom da Sarah Dessen, esse é o um dos livros menos amados (perdendo só pra Along For The Ride). O engraçado é que de todos, esse foi o que mais me fez chorar (perdendo só pra The Truth About Forever). A grande questão é: ele tem um ângulo diferente. A gente tá acostumado a ver a Sarah Dessen escrevendo sobre pessoas da classe média passando por dificuldades muito intensas como gravidez na adolescência, abuso de namorados, anorexia e até mesmo estupros (não vou especificar em quais livros exatamente essas coisas acontecem, porque né, spoilers). Em outros livros, a Sarah focaliza bastante em perdas e solidão. Nesse caso, é exatamente o contrário. A Ruby foi “salva” de uma mãe abusiva logo no começo da história, foi morar com gente MUITO rica e começou a dar uns pegas no garoto gatinho que mora na casa ao lado. O que me tocou nessa personagem, porém, foi o fato de ela ser negativa sobre tudo. Ela não aceitava as coisas boas que aconteciam com ela, ela queria voltar a vida ruim, como se ela não merecesse ser feliz. Outro motivo de eu ter chorado baldes nesse livro é o relacionamento que a Ruby tem com a irmã dela e o cunhado, o Jamie. Na maior parte do livro, o Jamie é o mais legal, porque tem essa tensão entre a Cora e a Ruby, já que a Cora a tinha “abandonado” 10 anos atrás. Mas teve uma hora que a Ruby realmente pisou na bola e o Jamie ficou MUITO grilado (com razão), e essa é minha preferida:


“Quer dizer,” Jamie continuou, sua voz balançando as paredes, subindo até o alto teto acima de nós, “que tipo de pessoa simplesmente vai embora, desaparece, sem telefonar, nem se importando que alguém pode estar se perguntando aonde ela está? Quem faz isso?”

No silêncio que se seguiu, ninguém disse palavra alguma. Mas eu sabia a resposta.

[Pequeno monólogo em que a Ruby se descreve como uma pessoa horrível que não merece mais nada, etc etc]


Mas quando eu abaixei as minhas mãos dos meus olhos pra dizer isso tudo pro Jamie, eu me dei conta que não podia mais vê-lo. Minha visão estava bloqueada por minha irmã, que tinha se movido pra ficar entre nós dois, uma mão estendida nas suas costas, para mim. Vendo ela, eu lembrei de todas as outras milhares de noites em outras casas: só nós duas juntas, outra parte de um padrão, só que um padrão que eu pensei que havia se rompido há muito tempo, para nunca ser repetido novamente.

Sobre o nome do livro, vem da seguinte história. A Ruby carregava a chave da casinha amarela (na qual ela morava junto com a mãe) em um cordão em volta do pescoço. Quando ela foi morar com a Cora e com o Jamie, ela estava se sentindo mimada demais, e decidiu arranjar um emprego no shopping. Ela foi contratada pra ajudar uma moça que tinha um quiosque de vender bijuteria. Essa mulher gostou do cordão com a chave que a Ruby usava, e fez uma linha de colares de chaves e cadeados. É claro que também tem todo um sentindo metafórico, de você criar coragem de entregar a chave pra abrir o seu cadeado para aqueles que você ama (SEM PENSAMENTO IMPUROS, CRIANÇAS), mas é basicamente isso.

E como eu sei que vocês já estão perdidamente apaixonadas pela Sarah Dessen, não esqueçam da nossa revolução literária, twittando a frase: "Quero os livros da @sarahdessen publicados no Brasil!! Eu apoio essa ideia... http://migre.me/1SQMk"

Bem, e é só. Mais uma vez um texto pergaminho, como a Lisse chama. QUANDO É QUE EU VOU APRENDER A SER OBJETIVA, MEU DEUS?! Espero que não tenha sido chato demais. Obrigada se você leu até aqui, e até a próxima resenha!

P.S.: Se você virar mesmo fã da Sarah e ler os livros na ordem certa, você também vai gostar desse livro por ter MUITOS easter eggs, ou seja, surpresinhas de outros personagens de livros anteriores. Tipo, MUITOS MESMO.

Beijos,

Dayse D.

Aii gente, estou cada vez mais apaixonada pelos livros da Sarah, e tudo é culpa dessa aí emcima - a DAYSE - ela tem a máxima culpa na minha obsessão. Tá, não toda a culpa, eu já era maluquinha mesmo, ela só acrescentou mais 50% do que me tornei. kkkk

Se você também estiver obcecada como eu, pode levar o banner e divulgar onde quiser, pode ser no seu blog, no Twitpic (não esqueça de citar meu twitter @Lisse_Cunha), a escolha é livre.




XOXO, da Lisse

* Quando a Dayse me mandou a resenha foi muitoooo antes do Natal. Será que ela ganhou o box?

The Truth About Forever - Sarah Dessen

Olá pessoal!! Bom dia!

Hoje é domingo e é dia de quê?? Acertou quem disse "Campanha Sarah Dessen"!!

Vamos à nossa colaboradora novata no blog. Gui Fernandes é com você!


"Sou Giu Fernandes, 18 anos, uma leitora e blogueira que tem uma quedinha por livros YA (para Jovens Adultos)! Não consegue ler todos os livros que tem por falta de tempo, mas também não para de comprá-los! Quer muito fazer uma road-trip e conhecer pessoalmente os vários lugares que conheceu pelos livros!

Eu aderi à campanha para trazer os livros da Sarah Dessen para o Brasil porque os livros dela são MUITO bons! Desde o primeiro livro que eu li dela (Someone Like You), eu me apaixonei pela narração e escrita dela, é diferente de vários livros que têm por aí. E a cada livro que eu leio dela, mais eu gosto dela e de suas histórias! E sempre - seeempre - que eu comento no twitter ou no blog sobre os livros dela, um MONTE de pessoas comentam o quanto elas querem ler um livro da Sarah, mas não gostam ou sabem de ler em inglês. Acho que os livros da Sarah seriam um sucesso por aqui! :)
Eu soube dos livros dela quando estava procurando uns livros YA no site da Borders. Vi sem querer o título Lullaby e aquela capa linda, li a sinopse e comprei na mesma hora! Hahaha. =)
Sua escrita da é o mais me atrai nos livros, o jeito como ela narra a história é muito diferente, é quase poético. Por mais comum que uma história possa ser, a Sarah consegue transformá-la em algo poético e super diferente para o leitor. Sem contar que tem cada quote nos livros dela, dignos de serem anotados! Eu gosto de ler livros em inglês, mas acho que nada se compara a ler um livro na sua própria língua, ainda mais livros tão bem escritos quanto os da Sarah!"

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Macy Queen perdeu o pai há um ano e meio mas sua vida não voltou ao normal - ela se afastou de seus amigos e a relação com a sua mãe foi ficando cada vez mais superficial. Começou a namorar o certinho e nerd Jason, e então, aparentemente pelo menos, sua vida entrou numa rotina confortável - com tanto que todos achassem que ela estava bem, o que poderia dar errado?

No início do verão, Jason vai para o Brain Camp (acampamento para os nerds hahaha), e Macy se sente mais sozinha do que nunca já que um looooongo verão é tudo que ela tem - sem contar o trabalho na biblioteca, que era de Jason mas Macy vai ficar no seu lugar até ele voltar. Ela não é bem recebida na biblioteca e a cada dia que passa, se sente mais sufocada.

Acostumada com a rotina, imprevistos não são bem-vindos, mas é um imprevisto e pessoas incríveis (e super engraçadas) que irão mudar a vida de Macy: a equipe do buffet Wish! Depois de ter ajudado Delia, a chefe do Wish, em uma festa que teve na casa de Macy, ela percebeu que por pior que tudo pareça, sempre é possível encontrar uma solução. Macy sentia que não pertencia a biblioteca ou ao mundo certinho de Jason, mas, de alguma forma, naquela bagunça de comida e bebidas e imprevistos, Macy se sentiu mais disposta do que nunca. "But it was okay not to fit everywhere, as long as you did somewhere." (Mas não tinha problema não pertencer a todos os lugares, contanto que você pertencesse a algum lugar.")

Depois que algumas coisas acontecem (não posso falar o que, do contrário é spoiler! =x), Macy começa a fazer parte da equipe do Wish, e conhece, além da Delia, Kristy, uma menina suuuper diferente e extrovertida, sua irmã, Monica, o contrário de Kristy, e conhece também os irmãos Bert (mais novo) e Wes, *oooooooooooooooh*, Wes.. :)

Eu AMEI AMEI AMEI esse livro! É o livro da Sarah que eu mais gostei! Eu amo o jeito que ela escreve, é tão envolvente e tão real, mas, a história em si é muuuuito boa! Além de falar sobre amizades, o livro fala sobre a superação do passado de uma forma tão delicada e tocante.. como é difícil não se prender ao passado e correr riscos, sair da rotina.. mas Macy consegue isso com a ajuda dessas pessoas, com o caos que é arrumar uma festa com a equipe do Wish, porque sempre acontece algo de errado, mas sempre eles conseguem uma solução!

Sem contar o romance... aw aw aw!! *-* O Wes é muuito fofo, mas acima de tudo, ele entende o que a Macy está passando, porque ele também já teve sua cota de sofrimentos e tenta superar os problemas dia-a-dia..

É uma história linda, muito muito bonita mesmo! Eu me emocionei, riii em várias cenas e achei cada cena fofa, principalmente o final! OH God, final perfeito!! Totalmente recomendado! :)

Trechos Favoritos: I'd long ago learned not to be picky in farewells. They weren't guaranteed or promised. You were lucky, more than blessed, if you got a good-bye at all.
(Eu aprendi a tempos a não ser exigente em despedidas. Elas não são garantidas ou prometidas. Você é sortudo, mais do que abençoado, se você receber pelo menos um adeus. )

But if something was really important, fate made sure it somehow came back to you and gave you another chance.
(Mas se algo é realmente importante, o destino faz com que, de alguma forma, isso volte para você e dê a você outra chance.)

Um beijo,

Giu.

E aí o que acharam?? Quero ver todos participando! Confira meu comentário lá embaixo...

E não esqueça de dar uma força para gente levando o banner pro seu blog, ou então twitando a frase: "Quero os livros da @sarahdessen publicados no Brasil!! Eu apoio essa ideia... http://migre.me/1SQMk"




Até domingo que vem!

XOXO, da Lisse

Eu li: Just Listen - A Garota Que Esconde Um Segredo by Sarah Dessen

Olá pessoas, tudo bom??

Hoje, depois de 6 resenhas que não foram escritas por mim mas por minhas colaboradoras (veja aqui cada uma: That Summer, Someone Like You, Just Listen, Keeping The Moon, Dreamland e This Lullaby dos seus respectivos livros importados), eu mesma vou escrever minha resenha do Just Listen traduzido pela Editora Farol. Ehhhhhh
Só posso dizer que amei. Eu enrolei muito para não acabar, mas chegou um momento que não dava mais, foi tanta minha curiosidade que... enfim, gostei de tudo: do enredo, dos personagens, de como acabou, do meio e do início.

Vamos partir do começo né! Annabel é nossa protagonista e é ela que conta toda a história de como ela acabou tendo que esconder um segredo. Segredo esse que ela não conta para ninguém e que mudou sua vida. Depois de ter sido pega com o namorado da sua melhor amiga numa festa, ela começa o ano letivo sozinha e sendo ignorada pelo resto da escola.

O que era uma vida normal com amigos legais, uma família unida, boas notas e uma carreira de modelo promissora vem abaixo e tudo muda. Sua família agora parece frágil onde sua irmã do meio tem distúrbios alimentares, sua irmã mais velha sai de casa para fazer faculdade em Nova York, seu pai é forte até certo ponto, sua mãe é obcecada pela carreira das filhas, e no meio disso tudo tem Annabel que odeia conflitos e começa a se exquivar de tudo isso.

Annabel não é aquela personagem que faz você ficar com raiva, ou faz você jogar o livro pra lá. Apesar de ser bem intenso e verdadeiro, é muito bom acompanhar seus medos, suas aflições e inseguranças. E vê-la aprender uma grande lição e desabrochar foi incrível.

Até que ela conheçe Owen Armstrong e não se sente tão sozinha. Fui muito alertada de que Owen era diferente e que não iria me arrancar suspiros, como gosto que aconteça com os personagens masculinos. Mas vou dizer que ele não me decepcionou nem um pouquinho, e digo mais, até que suspirei, porém os motivos foram diferentes também... Então, caro leitor, alerta importante: Owen não é aquele carinha lindo de arrassar corações, que as meninas ficam atrás dele, como agente está acostumado a ver nos livros por aí. Ele é fofo da maneira dele, ele até pode te surpreender. O papel dele na vida da Annabel se torna fundamental. Confiante, sincero apesar de toda sua impulsividade com a raiva e dos conflitos que surgiram por causa disso.

Just Listen não é só um livro sobre guardar um segredo. É mais do que isso: é sobre uma garota que esconde um grande segredo, ser sincera com outros e com você mesmo, laços familiares que nunca devem ser partidos, se abrir para o mundo, confiar nas pessoas, inimizades e a música. Esta última tem um papel muito importante na vida de todos, bom, pelo menos na minha tem e pude sentir isso nesse livro. Como a música conecta as pessoas, como apesar de sermos diferentes, termos gostos diferentes, ela pode expressar tudo. E principalmente, é capaz de nos ajudar.

Fiquei pasma de como a Sarah constroí bem os personagens, foi o que eu + curti na verdade! Ela é boa mesmo. Eu sempre soube que tinha alguma coisa diferente nela desde que eu a vi nos Extras do filme Meu Novo Amor. E comprovei isso! Todas as suas aulas sobre Escrita Criativa valeram cada centavo e lhe fizeram muito bem. O modo como ela constrói cada personagem dando vida à ele, me deixou de boca aberta. Sarah não é aquele tipo de autora que te dá um personagem, fala algumas coisas fúteis sobre a vida dele (que sempre são extremamente irrelevantes) e você, se quiser que use a sua imaginação para fazer o resto. Não, nada disso!! Ela te faz conhecer o personagem, vai à fundo, faz com que você entre na cabeça dele. E não é só com o personagem principal não, é com todos. Cada personalidade. Uma por uma. E não fica aquela coisa maçante e chata, ela ainda faz você dizer "Uau!!" no final.

Agora segue Meu Trecho Favorito, que foi muito difícil de escolher... tinha tantas coisas lindas que eu poderia colocar aqui. Uma já está no Essa Semana #3 (Quote) se você quiser ver.


Trecho Favorito:

"Mas agora, olhando para Owen, tudo voltou. Não apenas o dia que resultou nisso, mas todas as vezes desde que ele fez isso pela primeira vez, oferecendo não apenas a sua mão, mas uma amizade que me salvou. Eu estava sozinha e com medo e, sim, com raiva, e de alguma maneira Owen enxergou isso, mesmo quando todas as outras pessoas preferiram desviar o olhar e fingir que nada estava acontecendo." 
Just Listen - Pg 244


Foram as melhores 308 páginas dessa semana! E os melhores R$36 que eu já dei num livro e sem arrependimentos. "É sempre bom saber que temos opções!"

Obrigada à Editora Farol por esse lançamento, e que venham muitos outros!

Eu recomendo!

E essa resenha faz parte do Desafio de Férias proposto pela Pâm do Garota It


 
XOXO, da Lisse

This Lullaby - Sarah Dessen

Bom dia!!! Como está o seu domingo??

Nesse dia de hoje, o primeiro domingo de 2011, estamos de volta com mais uma resenha da Campanha Sarah Dessen. Não sabe o que é?? Clique aqui!

E hoje temos uma colaboradora que vai estreiar aqui. Quero que vocês conheçam a Yasmin.

Oie, meu nome é Yasmin, tenho 21 anos e aprendi a ler antes de aprender a escrever. Viciada sem possibilidade de recuperação!Acho que é genético.

Faço faculdade de Relações Públicas, mas ainda não sei o que quero fazer pro resto da vida.E...amo chocolate, Orlando Bloom e música folk!=)

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Eu fui atraída irremediavelmente à This Lullaby pela sinopse do skoob: “A cativante história de Sarah Dessen nos apresenta uma garota que achava que seu coração era feito de pedra e o garoto que mostrou como ela estava errada.”Alou! Me identifiquei e fui descobrir que garoto era esse, que só existe no livro, infelizmente.

A Remy, personagem principal do livro, não acredita no amor. Sua mãe tem um histórico respeitável de casamentos falidos e está indo em direção ao quinto. A única coisa que Remy sabe de seu pai é que quando ela nasceu ele lhe escreveu uma música que foi seu único sucesso, a This lullaby do título.Ou seja, ela tem motivos para ser tão descrente.

A Remy é tão cínica que chega a dar ódio às vezes. Trata os relacionamentos como se fossem itens de uma lista de coisas pra fazer e os risca quando acha que já duraram o suficiente. Mas por trás do cinismo ela é frágil e insegura, então não tem como não se identificar com as dúvidas e incertezas dela.

Porém, um dia no verão ,antes da ida pra faculdade, ela conhece Dexter e tudo parece mudar. Dexter tem uma banda de rock e começar a revirar as crenças de Remy do avesso, mostrando que relacionamentos não são coisas lógicas e que é impossível ser racional com os sentimentos.

O livro é uma lição de vida, de verdade. Mostra que se você se fechar para o mundo o mundo vai se fechar para você. Que não existe modo de saber se vai dar certo ou não sem tentar.Como dizia minha avó, quem não arrisca, não petisca. E essa é uma lição que a Remy vai aprendendo durante a história.

Foi o único livro que li da Sarah, mas ele me fez adicionar vários outros títulos da autora na minha wish list. Alias, natal né? Quem quiser me dar algum de presente...hihihi.

E estranhamente a This Lullaby da Remy existe! Quer dizer eu não pude deixar de pensar na música “This Lullaby(goodnight my Angel) do Billy Joel. A música é linda e a letra parece ter sido escrita de um pai pra sua filha.

Enfim, leiam o livro e depois me contem o que vocês acharam, os links estão lá emcima.

Beijos.

Tudo de bom, né?? Eu adorei a resenha da Yasmin, obrigada!! Eu também ficaria curiosa para descobrir quem era esse garoto que poderia mudar minha vida. Não seria bom termos esse livro aqui no Brasil para gente descobrir também???

Então nos ajude twittando a frase: "Quero os livros da @sarahdessen publicados no Brasil!! Eu apoio essa ideia... http://migre.me/1SQMk"

Ou então leve o banner com você:





XOXO, da Lisse

Dreamland - Sarah Dessen

Oie, pessoal? Bom dia!

Domingo aqui no blog é igual a Campanha Sarah Dessen. Se você ainda não sabe em que consiste é só clicar aqui que vou te direcionar para todos os posts da campanha. E voltamos a contar com a participação mais que especial da Dayse, que já apareceu aqui resenhando Just Listen e Escrevendo um livro (texto), onde você pode curtir antes da resenha um pouquinho sobre ela. Então agora é com você Dayse...

"Não é como se a Sarah não levasse a nossa curiosidade em consideração. Isso é mais um motivo pra se tornar fã dela. Ela não se interessa muito em escrever continuações, mas todos os livros dela são baseados em volta de uma mesma cidade fictícia, Lakeview. Então, vez ou outra, se você prestar atenção, ela trás de volta algum personagem, por um ou dois minutos, só pra você ficar tranquilo, saber que está tudo bem.

E é por isso e várias outros motivos (todos inclusos em cada post de blog que ela vem fazendo desde 2006) que eu tenho vontade de ter os livros da Sarah Dessen traduzidos no Brasil. Muitos amigos meus (que não são tão bons no inglês) se interessam simplesmente pela sinopse dos livros que eu, desajeitadamente, conto de passagem. Eu já mandei e-mails pra editoras, mas só recebi reposta uma vez, anos atrás, da Record, dizendo que os livros da Sarah estavam em fila pra ser traduzidos. Mas até hoje, nada. Eu prometo pra vocês, ela vale a pena. É uma leitura rápida, fácil e bonita. É daqueles livros que tem frases que você guarda no coração pra sempre, e personagens não tão fora de alcance. Uma vez na vida, quando você lê um livro da Sarah, você acredita que caras “perfeitos” assim existem. Porque no fim das contas, eles não são perfeitos, mas têm coração, e é o que conta."

Oooi gente! Cá estou de novo, com uma nova resenha.

Então, vou ser sincera, ok? Quando a Clarisse me contatou pela primeira vez, me perguntando se eu me interessava em fazer resenhas dos livros da Sarah Dessen, eu estava morrendo de medo de escrever uma sobre Dreamland. Isso porque, de todos os livros da Sarah, Dreamland é o mais tenso. 
 
Eu sei, eu sei. Tecnicamente falando, todos os livros da Sarah são meio tensos. E se você já leu Just Listen, sabe que lá descreve os problemas mais intensos que um jovem pode ter. Mas a diferença é que geralmente nos livros da Sarah, existe o problema, mas ele está meio que no passado, e a personagem está lidando com as consequências desse problema. Está tentando superar as coisas pela qual passou, seguir em frente com a vida. Ou seja, por mais tensas que as coisas sejam nos livros da Sarah, sempre tem um tom otimista.
Mas não com Dreamland.
Ok, mas estou me apressando. Vou colocar as informações técnicas, como sempre.

Dreamland (2000) é o quarto livro publicado da Sarah Dessen. A história dos personagens principais (Roger e Caitlin) estava na verdade em outro livro que a Sarah escreveu e achou muito ruim (ela tem uns assim, pegando poeira no escritório dela). Até que um dia ela estava lendo um livro e viu a palavra Dreamland e de repente a história da Caitlin começou a se formar de novo, junto com as histórias dos outros personagens do livro. E desde o começo a Sarah sabia que seria um livro diferente, porque tudo na história pedia pra ela ir um pouco mais fundo, a ponto de ela quase desistir inúmeras vezes, porque montar personagens como a Caitlin exige muito emocionalmente. Mas felizmente ela conseguiu. E eu ouso dizer que se o livro foi difícil de escrever, e também difícil de ler. Mas vale a pena aguentar até o final. 
 
Sinopse: Rogerson Biscoe, com seus olhos verdes e cabelo escuro encaracolado, é absolutamente sedutor. Logo, Caitlin, de 16 anos, está sob seu encanto. E quando ele começa a abusá-la, ela se encontra fundo demais para poder sair...
A pobre da Caitlin está passando por uma fase difícil, tentando não ser sua irmã (que tinha acabado de fugir) e tentando encontrar um lugar na sua escola e na sua família. É aquele sentimento conhecido, de não ser reconhecida no seu ambiente.

Quando ela conhece Rogerson, ela conhece esse garoto falho que a aprecia mas que ao mesmo tempo não sabe lidar com relacionamentos. Esse livro é tão confuso, que a gente não consegue nem odiar o Rogerson. Não me entenda mal, ele não daqueles personagens que te deixam caidinha, mas você entende ele.

Esse livro não tem vilões, por assim dizer. Ele tem situações de escolhas, e na maior parte do livro, as escolhas feitas são erradas. É muito difícil você ler um livro em que todo mundo está errado, e parece que nada vai ficar bem. Isso acontece na maior parte do livro, e eu sei de muita gente no fandom que não aguentou e largou ele no meio. Acho que isso faz parte do processo de leitura de Dreamland. Você passar por todas essas dificuldades com a Caitlin, literalmente afundar com ela. Muita gente não consegue, porque na teoria livros são supostamente um escape da vida real. Ninguém quer ler um livro que te faz se sentir mal. Mas eu prometo, seja lendo Dreamland, ou qualquer outro livro desse tipo (como os da Laurie Halse Anderson), no minuto que você lê a última página, você se sente melhor. O livro não precisa necessariamente terminar bem, e pra ser sincera, poucas vezes eles terminam bem, mas ele termina melhor, se é que você me entende. Como um primeiro passo para um final mais feliz. Você não sabe o que vai acontecer com os personagens dali em diante, mas se sente permitido a ter esperanças.
 
É assim que Dreamland termina e é isso que ele significa pra mim. É um livro muito bom e provavelmente um daqueles livros que professores de ensino médio passam pros alunos lerem e escreverem analises depois que o autor morre. Eu não sei se posso considerar isso um elogio, já que eu odiei metade dos livros que tive que ler no ensino médio, mas enfim. Espero que não tenha amedrontado vocês!

Beijos,

Dayse D.

Drama, drama, drama é tudo o que eu quero. Sou viciada nisso, se um livro pode me fazer chorar corro para as livrarias para tê-lo bem pertinho de mim. Definitivamente essa é uma síndrome que eu adquiri com os livros do Nicholas Sparks, e a Sarah está me fazendo andar pelos mesmos caminhos.

Dayse, muito obrigada por mais uma participação aqui no LFM e comentem pessoal, comentem bastante. Pode dizer o que gostou, o que não gostou, quais suas expectativas.

XOXO, da Lisse

Keeping The Moon - Sarah Dessen

Bom dia!!

Depois do último contratempo de domingo passado, quando a resenha de Someone Like You não entrou no dia certo; hoje voltamos a nossa programação normal (parece até final do horário político hehe).
Retornamos a Bárbara, que já apareceu por aqui com a resenha de That Summer.


Oi, meu nome é Barbara, tenho 17 anos e faço faculdade de Direito. Sou viciada em livros desde que me entendo por gente, meu preferido sendo, sem dúvidas, Harry Potter. Minha vó que sempre me incentivou muito, sempre dava livros de presente, então não me lembro exatamente qual foi o primeiro livro que li. Assim como livros, amo viajar. Conheço o Brasil todo, e consideravelmente algumas outras partes do mundo. Acho que a atividade perfeita é sair viajando, com um livro em uma mão e uma câmera na outra haha. Bom, melhor parar e ir direto pra resenha né? :D Depois me digam o que acharam, hein? (bahfantini@gmail.com ou www.twitter.com/barbarafantini) Sorry, não tenho blog. ):




Keeping The Moon (1999) é o terceiro livro da Sarah Dessen, e dessa vez a personagem principal é a Nicole Sparks.

Colie, como prefere ser chamada, é uma daquelas garotas que nunca conseguiu se enturmar, uma “outsider” mesmo, mas não daquele jeito tão clichê que nós, fãs de YA, já estamos tão cansados de ler sobre. Colie tem 15 anos, e nunca fez parte de um grupo porque ela costumava ter um problema com o peso, e fez de tudo para acabar com esse dilema. Mesmo com isso resolvido, alguém espalhou um boato nada agradável sobre ela, o que fez com que as pessoas continuassem afastadas.

Com sua confiança abalada, ela vai passar o verão na casa da sua tia Mira, que é bem, erm, excêntrica, e é daquelas que não liga pro que as outras pessoas pensam, e cuida da sua vida normalmente. Colie sabe que não vai fazer amigos esse verão, mas quando consegue um emprego de cara numa lanchonete, conhece três pessoas: Norman, Morgan e Isabel, que no fim, podem ensinar uma coisa ou outra pra nossa personagem principal.

Além de ter problemas com si mesma, Colie encontra uma pessoa não tão desejada na cidade onde está passando as férias. Caroline é a garota que mais tirou sarro de Colie o tempo todo, tanto quanto quando ela era cheinha quanto agora, e nunca deixa nada passar. Caroline é uma daquelas que deixa a gente com vontade de enforcar, mas quando Colie aprende a ter um pouco mais de auto-estima, ela finalmente enfrenta Caroline.

A história de Nicole Sparks pode não ser o trabalho mais admirado de Sarah Dessen, mas com certeza é uma lição. Além da leitura leve e divertida com um toque que só a Sarah tem, Colie nos ensina que cada um pode ser o que quiser, e que não devemos nos importar com o que as Carolines da vida nos tem a dizer. E se fosse pra eu escolher uma conclusão pra esse livro, diria que acima de tudo, Keeping The Moon é uma história que nos ensina a amar a nós mesmas.
 
(P.S.: Desculpa pelo excesso de uso de “Colies”, não sou uma pessoa de usar pronomes. :p)
 
Beijos, gente!


Ah que fofa essa resenha Bárbara!! Eu gosto muito de quando alguns escritores tem a confiança em falar sobre ensinar coisas a nós mesmos, ou simplesmente só em nos fazer refletir já é ótimo.

E leitores, não esqueçam que a Campanha Sarah Dessen continua! Nos ajude a trazer todos os livros dessa escritora cativante para o Brasil. Twittando a frase a seguir já é um passo: "Quero os livros da @sarahdessen publicados no Brasil!! Eu apoio essa ideia... http://migre.me/1SQMk"

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XOXO, da Lisse

Someone Like You - Sarah Dessen

Bom noite!!

Primeiro, quero pedir desculpas pois essa postagem era para estar aqui desde domingo, mais infelizmente, eu passei o final de semana todo sem internet, e além de tudo fiquei super ocupada. Então, esse é meu pedido formal de desculpas por ter deixado aqueles que contavam com a resenha na mão. SORRY!!

Lá vamos nós mais uma vez com a Campanha Sarah Dessen!!

Como semana passada foi uma semana muito especial, tivemos o lançamento de Just Listen aqui no Brasil (ehhh ainda radiante, mas meu livro ainda não chegou... Livraria Cultura por favor!!).

Hoje voltamos a nossa programação cronológica normal, com Someone Like You. E apresento à vocês mais uma colaboradora: Nichole, ou simplesmente Nii.


"Meu nome é Nichole e tenho vinte três anos. Amo ler desde... Sempre! Leio de tudo! Tá... Auto-ajuda não! Sempre fui incentivada a ler e o hábito acabou se tornando também em algo prazeroso. Hoje não consigo viver sem está lendo um livro.

Antes de começar a falar de “Someone Like You” eu gostaria de parabenizar a Lisse pela iniciativa. Dar voz a essa idéia foi sensacional e eu fico muito feliz pela oportunidade de participar.

Conheci a Sarah Dessen vasculhando o mundo YA. Bastou ler o primeiro livro para virar fã da autora! Com uma escrita sensível e muito realista ela me conquistou! *Não canso de dizer isso*

Sarah Dessen é uma autora maravilhosa e em meio a tantos livros YA (Young Adult) ela se destaca por escrever de forma tão real. Nós podemos viver os livros da Dessen na prática e se deparar com personagens muito parecidos com nós mesmos.


São livros que marcam e valem muito a pena serem lidos!"

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Vamos a história?


Em “Someone Like You” a autora nos apresenta uma narrativa sobre amizade e superação. Halley e Scarlett são amigas e vão protagonizar uma história sensível e emocionante.
 Sabe aquelas amizades que em que nos perguntamos: Como eles podem ser tão amigos sendo tão diferentes? Halley e Scarlett são assim, uma oposto da outra. Halley é mais tímida e praticamente viveu às sombras da extrovertida e cheia de coragem Scarlett durante toda a amizade das duas,mas tudo muda quando Scarlet descobre que está grávida do namorado Michael, quem recentemente morreu. 
 
Uma barra muito difícil para uma jovem de 16 anos, mas uma barra que foi “aliviada” pela sempre presença de Halley, que agora tem que se transforma em uma fortaleza para ajudar a amiga nessa nova realidade. 
 
Scarlet terá que conviver com o medo do novo e do futuro e Halley vai ajudá-la a superar e fazer escolhas, além de resolver os seus problemas: Problemas na família e com o melhor amigo de Michael, que entra na sua vida, mas não é uma das pessoas mais fáceis de ler.
 
O desenvolvimento do livro é como as duas vão enfrentar essa virada brusca do destino e acima de tudo exemplificar e celebrar a verdadeira amizade que é algo raro e valioso.
 
Algo muito interessante no livro (o que também acontece em outros da autora) é o final que foge totalmente do clichê “felizes para sempre” e deixa a história aberta para mil e uma possibilidades, que vamos combinar, é como a vida de todos nós Reles mortais.
 
Sarah Dessen no Brasil, Eu apoio! 
 
Curiosidades:
 # A capa é inspirada em um lindo momento do Livro. *suspiros*
 # O livro inspirou o filme “Meu novo amor”. O filme não foi fiel ao livro (afinal o livro centraliza a questão da amizade), mas eu gostei da adaptação. Veja algumas fotos aqui:




Espero que vocês tenham gostado do comentário sobre o livro! É só uma idéia da história maravilhosa que a autora criou e para mais LEIAM que é muito bom.
 MUST READ com certeza!


Espero que vocês tenham gostado e que continuem acompanhando agente! Desculpem-me mais uma vez!

Obrigada Nii, você é um amor. E para quem nos acompanha e também gostaria de ver os livros da Sarah no Brasil, pode nos ajuda no twittando a seguinte frase: "Quero os livros da @sarahdessen publicados no Brasil!! Eu apoio essa ideia... http://migre.me/1SQMk"

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Just Listen - Sarah Dessen

Bom dia!!!

Hoje é domingo e é dia de Sarah Dessen aqui no Livro... Filme... Música. Como disse na postagem de sexta-feira, hoje vai ocorrer uma mudança; hoje em vez de seguirmos com a cronologia dos livros publicados da Sarah, vamos avançar e ler a resenha do 7° livro dela: Just Listen. A postagem de sexta nos trouxe a atenção, que alguém ouviu os nossos rogos (ou simplesmente se interessou pela Sarah) e vão lançar esse livro aqui no Brasil. Eeeeeeeeeeeeeeeehhhhhhhhhh, estou muito feliz!! Bem, estamos muito felizes; palavras essa da Dayse, Barbara e da Giu.

Então vamos para de enrolação e vamos ao que interessa!! A resenha de hoje ficou sob a responsabilidade da Dayse. Ainda não conhecem a figura que ela é? Estão perdendo! Olhem o perfil dela e também um lindo texto da Sarah falando sobre a Arte de Escrever (AQUI), e hoje vocês vão ter o gostinho de apreciar mais um pouquinho do perfil da Dayse e conferir a resenha que ela fez de Just Listen.

A Sarah foi a primeira que eu conheci que achou o meio termo. Os livros dela são tristes e engraçados ao mesmo tempo. Meigos e violentos. Românticos e frustrantes. Ela explora bem todos os relacionamentos mais dominantes na adolescência. Os pais, os irmãos, os amigos, a escola, e principalmente, o relacionamento e conflitos que nós quando adolescentes temos conosco mesmo.
Você nunca sente que as personagens narradoras estão sendo dramáticas demais, mesmo quando elas, de fato, estão sendo. Eis o quão convincente a voz da Sarah é. Você entende todos os problemas que a personagem esteja passando, mesmo que você não encontre nada de comum com ela. A voz da Sarah é tão tocante, você começa a sentir que vocês estão se tornando melhores amigas ao longo da história.

Sabe aquele sentimento que a gente tem toda vez que termina um livro muito bom? Sentimento que acabou rápido demais, muito de repente. Eu sinto algo diferente com os livros da Sarah. Eu não sinto que acabou rápido, só de repente. Dá pra entender a diferença? Você começa a sentir o mesmo peso que os personagens vêm sentindo por anos, e mais do que tudo, você quer que isso termine. Não no sentido “Meu Deus, esse livro é tenso demais, será que tá acabando?” mas no sentido “Nós duas já aguentamos isso por tempo demais, está na hora de isso mudar”. Mas os livros da Sarah terminam, sim, de repente. E de propósito. Certas histórias são deixadas em aberto, várias situações não são resolvidas. Mas não no sentido ruim. Você não termina o livro revoltada – pelo menos não no meu caso. É como se fosse alguém que você tivesse conhecido no ônibus e feito amizade. Esse alguém te conta uma história, uma história que você gosta muito, e depois vai embora. Você nunca mais vê essa pessoa, nunca mais descobre o que aconteceu depois, mas sempre se lembra da história que ela contou com carinho.

RESENHA: JUST LISTEN 


E aí pessoal, Dayse na área. Se vocês leram meu post de apresentação, então devem ter percebido que eu só um pouco, hm, extensa nas palavras. Mas prometo que vou tentar ser bastante sucinta nessa resenha, mesmo porque, se eu escrever demais, spoilers podem aparecer, e ninguém quer isso, né?

Um pouco de informações técnicas. Just Listen (2006) é o sétimo livro publicado da Sarah Dessen. A sinopse oficial é a seguinte: Quando Annabel, a mais nova de três lindas irmãs, tem uma amarga separação de sua melhor amiga – a popular e empolgante Sophie – ela de repente se encontra isolada e sem amigos. Mas então, ela conhece Owen – um solitário, apaixonado por música e seu programa de rádio semanal, e sempre determinado em contar a verdade. E quando desenvolvem uma amizade, Annabel não só aprende a apreciar novos tipos de música, ela também é encorajada a ouvir sua própria voz interior. Com a ajuda de Owen, será que Annabel encontra coragem pra falar sobre o que exatamente aconteceu na noite que a sua amizade com a Sophie veio ao fim?Ok, basicamente, o livro fala de preconceitos. Certa vez, nossa querida Sarah estava esperando pra ser chamada pra uma palestra, em uma escola. Enquanto ela esperava, ela viu um Year Book (Livro do Ano – algo comum nas escolas dos EUA, que têm fotos dos alunos e eventos escolares do ano), e enquanto folheava, ela viu uma foto de três meninas lindas, que obviamente eram irmãs. Ela logo pensou que essas meninas tinham cara de ter tudo o que querem. Uma família fenomenal, uma vida social boa, meninos, etc. Logo, o nome da Sarah foi chamado, e ela foi dar a tal palestra. Quando ela estava dirigindo de volta para casa, porém, ela não conseguia parar de pensar naquela foto e como ela tinha pulado para conclusões com tanta facilidade. Então ela começou a pensar como deveria ser a vida daquelas meninas. Ter todo mundo te julgando com tanta rapidez, sendo que é impossível que a vida delas seja tão fácil quanto aparenta ser. Ninguém NUNCA tem uma vida fácil demais. E foi assim que a história da Annabel começou a se formar.

Para mim, esse lado do preconceito nunca foi tão forte, porque eu sempre tive amigos de todas as formas e cores. Mas no livro nós também temos o Owen.

Ah, o Owen.

 
Então, eu acredito que eu devo avisar que o Owen tem uma personalidade um tanto quanto... intensa. Ela já entrou em muita confusão por causa da sua dificuldade de controlar sua raiva. Mas uma coisa que eu ele temos MUITO em comum é o nosso gosto em música. Isto é, nós ouvimos coisas esquisitas que ninguém nunca ouviu falar antes. E eu achei tão esperto da Sarah Dessen de usar música como metáfora para relacionamentos nesse livro. Porque quando se trata de música, todo mundo sempre leva as opiniões dos outros meio pro lado pessoal, não é? Eu particulamente, sempre fui um tanto quanto arrogante em relação a isso. Eu sempre achei que o que EU gostava era melhor, de mais qualidade, com letras e arranjos musicais mais bonitos. Tanto é que essa a minha parte preferida do livro:


“Então, você deve mesmo gostar de música,” eu disse, olhando para as pilhas de CDs.

“E você não?” Ele respondeu, mudando de faixas.

“Claro,” eu disse, “quer dizer, todo mundo gosta, não?”.

“Não,” ele disse na lata.

“Não?”

Ele balançou a cabeça. “Alguma pessoas pensam que gostam de música, mas não têm a mínima ideia do que ela realmente representa. Elas estão mentindo pra si mesma. Daí têm aqueles que sentem algo forte por música, mas não estão escutando as coisas certas. Eles são mal direcionados. E aí, tem pessoas como eu.”

Eu só fiquei lá por um segundo, estudando ele. O cotovelo dele ainda estava do lado de fora da janela, ele estava recostado em seu banco, sua cabeça praticamente batendo no teto acima dele. De perto, eu estava começando a me dar conta de que ele era meio que intimidante, mas por motivos diferentes. Seu tamanho, sim, mas outras coisas também – como aqueles olhos escuros aqueles braços finos, mas musculosos, e ainda mais, o olhar intenso, que ele agora ele direcionou para mim antes de voltar sua atenção para a estrada de novo.

“Pessoas como você,” eu disse. “Que tipo de pessoas?”
Ele ligou a seta de novo e começou a diminuir a velocidade. Logo em frente, eu podia ver a minha antiga escola do ensino fundamental, um ônibus amarelo saindo do estacionamento.

“O tipo de pessoas que vive por música e está constantemente procurando-a, em qualquer lugar que puderem. Pessoas que não conseguem imaginar a vida sem música. Eles são iluminados.”

E o tempo todo, durante o livro, o Owen quer transformar a Annabel em uma Iluminada também. Mas ela é osso duro de roer, e junto com a irmã mais nova de Owen, ela tenta mostrar pra ele o tanto que ele é arrogante e preconceituoso, e como não tem problema nenhum de as pessoas escutarem qualquer tipo de musica que elas quiserem.

Aos poucos, esses dois mundos, o da música e os dos conflitos de Annabel se juntam, e essa é a beleza do livro. Já o nome do livro vem da seguinte história: O Owen grava um monte de CDs pra Annabel, cada um tinha um titulo. “Músicas Africanas”, “Música Eletronica”, etc etc. Mas tinha um que estava escrito apenas “Just Listen”. Não vou contar o que tinha nesse CD, porque vale a pena descobrir no livro. Mas é MUITO legal.

E é isso. É um livro sobre como lidar com novos relacionamentos, mas principalmente como lidar com os antigos (no caso, a tal Sophie e as irmãs da Annabel, que também têm MUITOS problemas). Mas o tempo todo, quando você perde o ar com tanta tensão, a Sarah tem piedade da gente, e trás a tona a irmãzinha mais nova do Owen, que é a coisa mais lindinha nesse livro. Enfim, é tudo bom e vocês querem ler, vai por mim. Então, não esqueçam de divulgar a nossa REVOLUÇÃO LITERÁRIA!
 Quero os livros da @sarahdessen publicados no Brasil!! Eu apoio essa ideia... http://migre.me/1SQMk

E por enquanto é só! Beijos enormes, e de novo orbigada se você leu até aqui!

Dayse D.


E aí, curtiram? Essa é só uma breve visão do livro que já está à venda na Livraria Cultura por R$36,90. Então corram e adquira o seu, e não esqueça de comentar dizendo o que vc achou do livro hein!!

Levem o banner e ajude na divulgação. Queremos outros livros da Sarah no Brasil, e de preferência tooooodooosss!





Ou então twitte a frase: "Eu quero os livros da @SarahDessen no Brasil! Eu apoio essa ideia... http://migre.me/1SQMk

Comentem e faça uma blogueira muito feliz. E na semana que vem teremos uma colaboradora novata resenhando "Someone Like You". Não Perca!!

XOXO, da Lisse